Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Vida Vivida - por Amanda Pieranti

Um capítulo chamado Alf

Fotos Arquivo Pessoal Por Amanda Pieranti Semana passada soube, pelas redes sociais, do sumiço do galgo italiano Alf. O magrelo, como seu dono Bernardo o chama, que chegou quando ele estava em grande depressão, por uma fatalidade soltou-se da coleira enquanto passeava. E com o intuito de ajudar nas buscas, além de compartilhar os apelos, participei de mutirão para vasculhar os bairros da região em que ele poderia estar, distribuindo panfletos e indagando pessoas sobre seu paradeiro. Mas Alf, infelizmente, foi encontrado sem vida. Fui às lágrimas quando recebi mensagem do dono. Eu me senti fracassada, afinal, estava certa de que ele voltaria novamente a alegrar a família que o recebeu. E imaginava a festa que ia ser e todos os voluntários nas buscas se conheceriam e comemorariam. Se eu conhecia o Alf? Não. Bernardo? Também não. Mas fiz o que gostaria que fizessem por mim: me doei como se o cachorro em questão fosse a minha Mel, a quem tanto amo e trato como filha. Passada a sen...

Acabou o amor

Foto Ag. News Com que sinal de pontuação você finalizaria o título deste artigo, se estivesse se referindo ao término do casamento de décadas dos jornalistas Fátima Bernardes e William Bonner? Exclamação, interrogação, reticências, vírgula ou ponto final mesmo? Uns lamentam. Outros questionam. Tem gente que simplesmente soube e ponto final. Mas há quem torça para que voltem a ser um casal. Pontuando cada um com sua impressão, o fato é o mesmo: o amor acabou. Sabe, a vida é feita de ciclos. Há ciclos não só para o amor. Há também para as amizades, para os empregos... Quantas vezes não nos pegamos lembrando de pessoas que foram tão íntimas de nós no passado e hoje sequer sabemos delas. Mas esse "o amor acabou" para mim, não tem tom de derrota. Tem um tom de que acabou mas foi bom por longevos 26 anos de matrimônio. Quanta coisa boa vivida e compartilhada. Não podemos dizer que fracassou. Seria maravilhoso que durasse para sempre. Que todos envelhecessem ao lado de s...

Um grão de areia

Hoje decidi falar de proporções. Sim, as que damos aos nosso problemas. Seriam eles maiores ou menores do que estamos enxergando? Bem verdade é que ao avistá-los eles são monstruosos. Tão grandes que a gente fica sufocado com sua imensidão. E aí parece que só os enxergamos e tudo o que se tem a fazer é atacá-los com  nossa máxima força. Se for no campo sentimental, então, sai da frente. A gente vê o lado de lá nebuloso e se sente pequena diante da impotência da não-resolução. E ferve por dentro. Igual a um caldeirão. Porque a vontade que se tem é a de matar o outro. Metaforicamente. Mas de arrasar. Esquartejar o inimigo. Sem medo de carregar na tinta.É preciso expulsar  o que se sente de ruim dentro de nós. E a nossa defesa é sair vomitando tudo. Mas nada como um dia após o outro. O tufão vai virando vendaval e os ventos começam a soprar a nosso favor. E você vê que o que antes o incomodava imensamente, ou seja, quase te engolia de tanta tristeza e decepção, agora não te...

Atenção à luz amarela!

Você está feliz da vida, dirigindo seu carro, estrada afora, ouvindo uma musiquinha, respeitando os limites de velocidade, quando se depara com o sinal amarelo. Atenção, ele se tornará vermelho em breve e você será obrigada a parar. Caso contrário, pode acontecer algo ruim: uma colisão, um atropelamento, etc. Então, é melhor reduzir a velocidade e aguardar a luz verde para seguir em frente.  Como no trânsito, devemos prestar atenção na vida. Há o momento de estar alerta, como a luz amarela indica; o de parar, como a luz vermelha sinaliza; e o de seguir, no verde que se apresenta. E costumo encaixar os sentimentos nessa escala.  Já me decepcionei muito no campo emocional. Ah, quem nunca, não é mesmo? Justamente porque alguma situação se apresentava em amarelo gritante e eu não via o sinal de alerta e seguia em rente sem medir as consequências. E o que acontecia. Lá na frente eu quebrava a cara e aí sim me lembrava: “Mas o sinal estava amarelo. Por que eu não dei atenção ...

Quando fui para o divã...

Amanda e Cinthia Em 2007, quando perdi o meu irmão para um acidente de moto, fui apresentada à terapia. A barra estava pesada demais. Era o meu contato mais forte com a morte. Já tinha tido perdas anteriormente, mas assim, tão avassaladora, nunca. Pensava que iria sentir a dor mais profunda quando meu avô materno partisse, mas quis o destino que meu único irmão fosse primeiro e eu me senti morta em vida. Então, lá fui eu, para o divã. Na verdade, um sofá. De frente para a minha psicóloga. Nada de costas. Estaria de frente com a querida Lucia Moraes. Ela me ajudou naquele momento em que eu perdi a vontade de viver, mas, ao mesmo tempo, não podia morrer totalmente, pois ainda tinha minha mãe, cuja dor era maior.  A vida tinha de seguir e, com ela, fui me fortalecendo emocionalmente, crescendo enquanto pessoa e aprendendo o melhor caminho a seguir para me manter forte, porém, sem esquecer a sensibilidade que nos torna humanos.  Com ela, aprendi a observar ...

Ah o amor...

O título pode levar você a pensar: ela está apaixonada. Na verdade, eu sempre estive, porque apesar de não ser aquela romântica inveterada, sempre fui pró-amor! Sempre admirei casais pelas ruas, nos filmes, nas novelas, nos livros.... Acho lindas as cerimônias de casamentos, valorizo as declarações e os gestos de amor, independentemente da idade. Eles são necessários para manter a chama do amor acesa. Tão lindo ver um casal de idosos que, mesmo depois de tantos anos juntos, ainda têm aquele zelo um pelo outro. Tão emocionante ver o cavalheirismo para com uma mulher. Tão gostoso observar os olhares apaixonados. Parece que não há mundo ao redor e que só existem dois. E esses dois se bastam e se alimentam de tudo que há de bom na vida. Ah, os casais apaixonados... Ah, o amor! Ah, a vida bem vivida! Mil vezes ah, de suspiros, de falta de ar, por um bom motivo. Milhões de vezes, ah, por carinho, atenção e dedicação. Não é piegas. É nobre e digno de exaltação. Se está meio démodé...

Os amigos especiais

Os amigos especiais Eu e vô Tonho O Dia do Amigo ou o Dia Internacional da Amizade é comemorado em 20 de julho, no Brasil, mas independente da data, já diz a canção de Milton Nascimento, amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Você pode não ter uma coleção de amigos. Afinal, quantidade não é qualidade. Mas tem, sim, aquele especial. Tão peculiar que você queria ter por perto todos os dias. Tem gente que o tem, mas tem os que moram distante fisicamente, mas não emocionalmente. Quem é o seu verdadeiro amigo? Eu tive um grande amigo. Fui presenteada pela vida. E o curti “muitão”. Foi meu avô Tonho (Antônio Francisco de Oliveira). Sim, os amigos podem ter, também, laços consanguíneos. Aí fica melhor ainda, certamente. Ele partiu há mais de uma década, mas faz morada no meu coração, nos meus pensamentos. Não deixo de pensar nele nunquinha. Fecho os olhos e o vejo nitidamente. Seus jeitos e trejeitos. Seus conselhos estão vivos em mim. Penso: ‘O que ele diria nesse ...

Adolescência em torno dos 40

Ter 40 e poucos anos, precisamente 42, enquanto escrevo esse artigo, nem de longe me destaca na fase da adolescência. Momento esse caracterizado pelo viço, frescor, juventude, enfim, mocidade. Mas se eu disser que é possível, na idade da loba, estar adolescente. É possível sim. Sentindo-se viva. Experimentando o novo. Desconstruindo convicções as quais foi acostumada a vida toda. Dando um salto no escuro. Permitindo-se redescobrir-se. Enfim, são tantas as possibilidades. Devo confessar que estou em processo de desconstrução do meu estereótipo. Fácil? Não, requer toda uma análise e todo um primeiro passo que, se bem dado, é libertador. Afinal, depois de uma certa idade, é permitido permitir-se. Uns vão levar esse meu pensamento para um lado. Outros, para outro. Mas só cada um saberá a verdadeira demolição interior pela qual deve passar. Porque ninguém é o mesmo de ontem nem será o mesmo de amanhã. E se hoje me sinto mais viva do que em momentos atrás, foi porque me permiti. Sem ...

"Passa lá em casa"

Por Amanda Pieranti A nova novela da Globo, Babilônia, começou, como se diz: "começando'. Chegou em um ritmo acelerado de maldades que não dá nem para respirar. Bombou nas mídias sociais e os fãs da veterana Glória Pires estão felizes porque vem uma vilã mais maquiavélica do que Maria de Fátima, interpretada por ela em Vale Tudo. Agora ela é Beatriz. No primeiro capítulo já flertou com vários homens e deu mais um golpe, casando-se com Cássio Gabus Mendes, com quem já fora casada em Vale Tudo também. Eita dobradinha de respeito! Resultado, não sobrou nem para as veteranas Nathália Timberg e Fernanda Montenegro. E olha que protagonizaram o beijo gay na terceira idade. Puro pano de fundo diante da arrasadora Beatriz. Mas tirando a vilania de lado, até que Beatriz tem umas tiradas bem apropriadas. Foi memorável o encontro dela com Inês, interpretada por Adriana Esteves. A frieza e arrogância de Beatriz arrancaram risadas do público quando ela disse: "Minha filha, ...

Je suis plus que Charlie

Por Amanda Pieranti Virar o calendário quando se chega ao último dia do ano enche os corações da maioria de esperança por dias melhores se julgam, virão. E naquela euforia nem nos damos conta de que a cada passada do tempo as coisas têm ficado mais complicadas. Longe de mim o tom pessimista. Mas sejamos realistas. Há muito que mudar. No coração e na alma humana. Ano novo, vida nova? Onde? Já no final de 2014 de quantas tragédias tomamos conhecimento? Enchentes, assassinatos, crimes bárbaros que não poupam nem o período de festividades. Mas como diz um conhecido meu: “Bandido tem o coração no pé.” Ou seja, não tem compaixão. Ontem, a notícia do atentado em Paris, na França, quando 12 pessoas morreram e 11 ficaram feridas no ataque à redação do semanário de humor Charlie Hebdo , conhecido mundialmente pelas sátiras que faz de religiões, políticos, corrupções e aos costumes, talvez tenha feito a ficha de muitos cair. Mais que respeito à liberdade, às diferenças e de imprensa, é prec...

O drama da beleza

Por Amanda Pieranti  Definitivamente, beleza não combina com drama. Pelo menos não deveria. A modelo Andressa Urach vem se recuperando lentamente da infecção adquirida após complicações na aplicação de hidrogel nas pernas, procedimento feito há cerca de cinco anos. Mas segundo o médico Pedro Alexandre da Motta Martins, cirurgião-chefe do serviço de cirurgia plástica do hospital Conceição, em que está internada, em Porto Alegre, afirma que a jovem de 27 anos esteve perto da morte. Seus rins chegaram a paralisar.  Não é a primeira vez que se tem conhecimento de um caso como esse em que a vaidade falou mais alto que a própria vida. Anônimas cada vez mais jovens se submetem a procedimentos estéticos para mudar o que não possuem em nome da ditadura da beleza, ignorando os riscos, muitas vezes.  Tenho um primo que é cirurgião plástico e, nesses meus 41 anos de vida, poderia ter me submetido a alguns procedimentos estéticos, com toda a segurança. Mas nem assim o fiz. ...

Cachorreira, sim!

Por Amanda Pieranti Coluna Vida Vivida Não. Não sou criadora ou treinadora de cães de caça. Nem conduzo os cães que farejam as trilhas nas caçadas como traduz o verbete “cachorreiro”. Mas eu poderia me intitular cachorreira, aquela que é apaixonada por cães no sentido mais sublime do amor. Mas daquele amor de mãe para filho. Um amor único, impensável quando não se é mãe e indescritível quando se é. Dona do maior amor do mundo! Não costumo dizer o clichê “quanto mais eu conheço os homens, mais eu gosto dos animais”, mas confesso que estou beirando a isso, tamanha as barbaridades que vejo meus semelhantes aprontarem contra si mesmos, que dirá com nossos “aumigos” de quatro patas. Amo beijar focinhos longos (curtos também), sentir o rabinho no meu rosto, ganhar aquela lambeijoca, tentar decifrar os olhares pidões, sentir aquele focinho gelaaaaado, brincar de corrida, bolinha ou cabo de guerra, sentir a respiração no meu corpo quando meu melhor amigo está dormindo agarradinho em mi...

Se eu pudesse nascer de novo

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti Proponho aqui a brincadeira dos três pontinhos, ou, a pouco usual reticência. Às vésperas de mais uma eleição, em nosso país "democrático" em que o voto é obrigatório, tenho pensado muito sobre o momento político do Brasil. E me pego fazendo a seguinte pergunta: "Se eu pudesse nascer de novo... Então, completo com pelo menos uma nova sugestão de futuro: "mudaria o lugar onde nasci". Está cada vez mais difícil ser brasileira e ter orgulho da nacionalidade. O povo só é lembrado diante da proximidade das urnas. Aí sim, cada um é importante como cidadão. Só se escuta que é importante exercer o direito de votar, que é um absurdo anular o voto, que é preciso ter esperanças porque o país está mudando para melhor. Mas melhor para quem? Para uma minoria... Definitivamente, me causam arrepios os beijinhos e abraços distribuídos pelos candidatos em sua tarefa diária de corpo-a-corpo. Será que o povo não vê que os gestos acalorados s...

Você tem amigos de verdade?

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti As redes sociais vieram para ficar, mas o que também acaba ficando, é uma cultura da proximidade virtual, porque a real, acontece com poucos dos zilhões de amigos cadastrados em nossos perfis. Falo isso porque dá para medir fácil, fácil, por exemplo, quando fazemos aniversário. Quantos telefonemas de seus  "amigos" facebookianos você recebe e quantos posts de felicitações pela data constam em sua página? Certamente a segunda opção é bem mais numerosa. É aí que questiono a frieza das redes sociais. Se você é só um amigo de Facebook do aniversariante do dia, ignore os próximos comentários. Mas se não é, pare e reflita sobre o que está fazendo com a amizade de vocês. Afinal, se você se diz tão amigo da pessoa, como é que não tem um segundo para fazer uma ligação e felicitá-la "pessoalmente", ou melhor, por voz? Discutível amizade, não?  A chamada globalização tem esses efeitos mesmo. Faz de conta que você é tão próximo daqueles zilhõ...

Ligados para sempre

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti Amigos internautas, quero dividir, hoje, um pouco da tristeza que, de vez em quando, ainda me abate. Sim, sou de carne e osso. Há exatos 5 anos,meu único irmão partia para o encontro de Deus. Naquele 4 de setembro de 2007, o céu estava ensolarado, lindo, lindo, como se em festa estivesse para a chegada de mais uma pessoa de coração nobre. Enquanto na terra, sofríamos eu e minha mãe, a dor da perda que vai perdendo sua força e se transformando em algo que não sei traduzir em palavras, mas não apaga as tristes lembranças e o incômodo da ausência, porque a cada ano, é um filme que passa na minha cabeça. Sabe, a cada ano, penso que quando a data de falecimento do meu irmão chegar eu vou estar mais forte e de repente nem me lembrarei mais daquele trágico dia. Mas parece que nosso pensamento não acompanha nossa vontade e quando a data vai se aproximando, os fatos tristes retornam à nossa mente impondo reviver a dor que está, na verdade, adormecida. É fato...

A matemática do amor

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti Mudanças repentinas de vida são, para quem é racional, difíceis. Afinal, sempre queremos estar no controle de tudo, planejando cada detalhe, para a porcentagem de erros ser a menor possível. Eu me encaixo nesse tipo de perfil. Sempre fui daquelas que ia ao cinema sabendo os horários de filmes e não das que chegava de repente para ver se tinha alguma sessão para assistir. Sair de casa sem saber os compromissos diários, era uma heresia para mim. Coloco o verbo no passado, pois realmente estou me tornando cada vez menos racional. A última prova disso é que saí para ir ao médico e voltei com uma cadela de estimação. Quando é que isso seria possível para alguém tão racional e virginiana? Simples, com os anos de experiência, marcados por rugas, descobri que a vida não é matemática. Eu já tinha descoberto que ela é curta. Mas não que deveria somar sempre na exatidão da conta para não sofrer as consequências de rompantes de decisão. Era daquelas que pensav...

Vida sem ponto final

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti Que os meus leitores me perdoem a ausência por mais de uma semana, mas fui vencida momentaneamente pelo vírus da gripe. Gente, uma gripe que eu jamais tivera, com as temíveis dores pelo corpo todo, como se tivesse levado uma surra das mais pesadas. Ainda não estou 100% recuperada, mas já podemos refletir juntos. E é quando estamos mais fragilizados que a mente voa. Voa longe e pensamos na vida. Vida esta que se fragiliza diante do corpo que padece. Tá, não vamos exagerar. A minha gripe não foi fatal. Mas fiquei imaginando no sofrimento maior que pessoas têm por conta de doenças mais sérias. Naturalmente não sofremos a mesma dor, até por acharmos que está longe de acontecer conosco. É a velha história: acontece com o vizinho, mas com a gente não, até que acontece e nos damos conta de nossa mortalidade. Longe de mim querer que fiquemos pensando em assuntos tristes, deprimentes. Ao contrário, quero que valorizemos nosso estado maior: a vida. E ela viv...

A vida é curta

  Vida Vivida - Por Amanda Pieranti Amigos leitores, eu tinha pensado em escrever um artigo diferente para esta semana, mas não pude deixar de manifestar minha tristeza pelas mortes de duas jornalistas, praticamente na mesma semana. A primeira, Maria Carolina Ferreira, aos 29 anos, vítima de traumatismo craniano, após ser atropelada por um motoqueiro em Niterói, no Rio de Janeiro, quando este avançou o sinal. A segunda, Déborah Fortunato, vítima de câncer, também jovem, recém casada. Ambas com carreiras brilhantes pela frente. Não as conheço, mas fiquei profundamente triste com a partida precoce das jornalistas e isso me fez pensar ainda mais sobre a vida. Quão breve ela é, não é mesmo? Hoje estamos aqui, saudáveis, brincando, rindo com os amigos, nos divertindo com a família, na correria do dia a dia, reclamando que não temos tempo para nada e, de repente, o cara lá de cima nos convoca para apresentação imediata no céu. Minha mãe costuma dizer que quando Deus desliga a tomada,...

Isolamento a dois

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti   Um papo-cabeça com uma amiga, em pleno domingo chuvoso, me levou a  refletir sobre alguns pontos da vida. Já havia postado no Facebook um questionamento: Por que as pessoas quando estão namorando ou casadas esquecem dos amigos? Ou melhor, só fazem programa a dois? Será que  elas vivem em um universo à parte, em que se acham dependentes só umas das outras? Tipo assim: se bastam? Nunca entendi isso, porque sempre  procurei não me isolar. Afinal, é saudável até para o relacionamento.

Não devemos murmurar

Vida Vivida - Por Amanda Pieranti Esta semana aconteceram fatos que me deixaram um pouco desanimada. Uma sucessão de acontecimentos em que acabamos pensando: "A maré de azar está grande!". Quem nunca passou por momentos difíceis, não é? Em que  nosso orçamento do mês fica para lá de estourado, no trabalho ocorrem  situações em que você é forçado a engolir sapos, etc. Sejam situações pequenas ou grandes,nos exigem raciocínio imediato, decisões rápidas e certeiras. Há uma sensação de bateria descarregada e a gente pensa que não vai dar conta. E o que vem à mente é: "Por que tudo comigo é mais difícil?" ou "O que eu fiz a Deus para merecer isso?" Pois é, estamos  agindo erradamente, querendo acertar...