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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas

Me dê motivo

Por  Carlos Monteiro - Texto e fotos Com a dádiva de Oxalá , a sagração de Bragi, Apolo, Calíope, Érato, Euterpe, Polímnia e Terpsícore . Com as bênçãos de Homero, Camões, Shakespeare, Pessoa e Neruda . Com a bendição de São João da Cruz , peço licença a ‘Licença Poética’ para dar uns pitacos nessa tal de sutil metáfora subliminar. O que será que me dá, em todos os sentidos, o que não faz sentido. Será que o meu chamego quer me judiar? Já repararam que muitas poesias musicadas não fazem sentido? Bradarão os eloquentes puristas da ‘Flor de Lácio’: mas é licença poética. Para ela tudo vale, é como se fosse assim uma casa da avó Joana ou Maria, não importa. Lá tudo pode, para, na segunda-feira, após o fim de semana de traquinagens e traquinices, os pais arrancarem os cabelos ao ouvirem a sublime frase: — Eu quero voltar para casa da vó; lá eu posso tudo! Quase uma ode do síndico no ‘vale tudo’ da vida, sem violência, é claro! Com licença, mas na partitura eu pergunto e questiono: pode...

Com Deus...

Por Carlos Monteiro Me perdoe poeta, sei que é uma “infâmia”, de minha parte, contradizer sua licença poética, porém, nas Gerais há cada vez mais.             Minas há em mim. Sempre me senti um tanto ‘mineiroca’, desde os meus tenros anos de vida quando, ainda com meses, passei, obviamente junto com meus pais, as férias de verão em São Lourenço e lá fui clicado próximo aos patos, do imenso – a mim parecia o oceano – lago de águas cristalinas. Foram mais duas visitas à cidade. Naquela altura, já mais crescido. Foi por lá que tive minha primeira experiência com uma Benzedeira. Fui curado em poucos dias de uma ‘bicheira’ que me atormentava, fazia meses, o joelho. Aquela incrível mulher, cujo nome infelizmente não sei, me sarou usando três instrumentos: sua poderosa reza, um galhinho de arruda e uma caneta. Traçou, na parte afetada, uma espécie de montanha ponteada por estrelas e um trenzinho reluzente; era azul, a janela lateral do ...

Coleção “Para Gostar de Ler” completa 45 anos

A coleção  Para Gostar de Ler, da Editora Ática, acaba de completar 45 anos. Inicialmente pensado para estudantes, o projeto editorial que ressaltou o trabalho de cronistas brasileiros foi lançado em 1977 e se expandiu para além dos ambientes escolares, marcando uma geração de leitores. A primeira edição reuniu textos de Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade e foi sucesso de  público, quebrando a ideia, na época, de que crônicas não despertavam o interesse dos leitores.  Depois de quatro volumes, decidiu-se ampliar o leque com contistas, poetas e outros cronistas, e, anos mais tarde, a coleção ganhou uma subdivisão, a  Para Gostar de Ler – Júnior , destinada a crianças de 9 a 11 anos.