Por Carlos Monteiro - Texto e fotos Com a dádiva de Oxalá , a sagração de Bragi, Apolo, Calíope, Érato, Euterpe, Polímnia e Terpsícore . Com as bênçãos de Homero, Camões, Shakespeare, Pessoa e Neruda . Com a bendição de São João da Cruz , peço licença a ‘Licença Poética’ para dar uns pitacos nessa tal de sutil metáfora subliminar. O que será que me dá, em todos os sentidos, o que não faz sentido. Será que o meu chamego quer me judiar? Já repararam que muitas poesias musicadas não fazem sentido? Bradarão os eloquentes puristas da ‘Flor de Lácio’: mas é licença poética. Para ela tudo vale, é como se fosse assim uma casa da avó Joana ou Maria, não importa. Lá tudo pode, para, na segunda-feira, após o fim de semana de traquinagens e traquinices, os pais arrancarem os cabelos ao ouvirem a sublime frase: — Eu quero voltar para casa da vó; lá eu posso tudo! Quase uma ode do síndico no ‘vale tudo’ da vida, sem violência, é claro! Com licença, mas na partitura eu pergunto e questiono: pode...