quinta-feira, 20 de junho de 2019

Mauricio Baduh em Formidable

    
O melhor da canção francesa tem vez nos palcos do Rio de Janeiro na voz do cantor e ator Mauricio Baduh. O show ‘Formidable’ é uma concepção do cantor que parte de sua infância quando se mudou do Rio de Janeiro para a cidade luz, por lá foi alfabetizado, e descobriu os primeiros encantos da infância e da vida na francesa, ao lado de sua família. Esse é o mote para o roteiro do espetáculo que já cumpriu outras temporadas com sucesso, e que passeia pelo repertório francês mais conhecido do grande público mesclando com algumas canções pouco menos conhecidas, além de uma italiana e duas americanas, momento em que Baduh relembra seu início nos palcos cantando Frank Sinatra.
       Mauricio Baduh é dono de uma belíssima voz que se encaixa perfeitamente ao repertório detalhadamente escolhido que passa por compositores como Charles Aznavour, Michel Legrand, Charles Trenet, Édith Piaf, entre outros, especialmente da década de 70. O cantor sabe conduzir o show com categoria, elegância e uma performance que cabe muito bem à sua escolha em incluir passagens de sua trajetória, sempre recheadas de humor. Momentos de descontração do show. Mauricio o faz com precisão, sem perder o fio do espetáculo. O quarteto que o acompanha é composto por piano, contrabaixo, bateria e acordeon, com direção musical de Lilianne Secco que além de ótima condução, apresenta excelentes arranjos. O cenário retrata Paris de uma forma muito singela e encantadora, e de fato, ajuda a contar a história. A luz pontua na dose certa. Os elementos criativos e cênicos jogam a favor do espetáculo.
     Formidable nos revelou um cantor brasileiro completamente afinado ao repertório francês e brinda o público com um espetáculo lúdico, encantador e muito bem construído, cujo ponto alto, é sem dúvida, a voz de Mauricio Baduh e o repertório.
      O espetáculo cumpre temporada  no Teatro Maison de France, todas às quintas-feiras até 04 de julho, às 19h.

                                                                                                                 Por Rogéria Gomes